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sábado, 28 de agosto de 2010

HISTÓRIA - RIO BRANCO


RIO BRANCO FOOTBALL CLUB


Fundação

O Rio Branco foi fundado na noite do dia 8 de junho de 1919, em uma reunião ocorrida no Eden Cine Theatro (no local do Cine Teatro Recreio), na Rua 17 de Novembro no 2° Distrito da cidade de Rio Branco. A reunião foi convocada pelo advogado amazonense Dr. Luiz Mestrinho Filho, o qual estava na cidade para presidir uma comissão de inquérito na Agência dos Correios. Compareceram ao todo 16 pessoas, entre os quais estavam Nathanael de Albuquerque, Conrado Fleury, José Francisco de Melo, Mário de Oliveira, Luiz Mestrinho Filho, Alfredo Ferreira Gomes, Manoel Vasconcelos, Francisco Lima e Silva, Pedro de Castro Feitosa, Jayme Plácido de Paiva e Melo, que assinaram a primeira ata do clube.

No mesmo dia da fundação, foram sugeridos por Luiz Mestrinho o nome do clube (em louvor à cidade e ao Barão do Rio Branco) e as cores vermelho e branco. Como primeiro presidente do Rio Branco, foi escolhido o Sr. Nathanael de Albuquerque.

Após eleita a primeira diretoria, o clube recebeu a doação de um terreno no local onde hoje está situada a Praça Plácido de Castro, por parte do prefeito, Dr. Augusto Monteiro. O terreno doado consistia em uma área de mata nativa, que em poucos dias foi substituída por um campo de terra batida para, mais tarde, tornar-se a sede social do clube.

A primeira partida oficial disputada pelo Rio Branco ocorreu no dia 14 de julho de 1919, com vitória por 5 a 0 sobre o Militar Foot-Ball Club, equipe da Polícia Militar do estado. O primeiro uniforme do Rio Branco era totalmente branco, com uma grande estrela vermelha no local do distintivo da camisa.

No dia 18 de julho de 1920, o Rio Branco faria sua primeira partida intermunicipal, com vitória sobre a Seleção de Xapuri pelo placar de 1x0.

Primeiros Jogos

Em seu primeiro ano de existência, o Rio Branco disputou nove amistosos e venceu todos:

  • 14 de julho - Rio Branco 5 x 0 Militar
  • 20 de julho - Rio Branco 4 x 0 Militar
  • 06 de agosto - Rio Branco 2 x 1 Militar
  • 06 de setembro - Rio Branco 11 x 1 Team Negra
  • 21 de setembro - Rio Branco 1 x 0 Ypiranga
  • 28 de setembro - Rio Branco 3 x 0 Acreano
  • 15 de novembro - Rio Branco 2 x 0 Combinado Acreano-Ypiranga
  • 14 de dezembro - Rio Branco 2 x 1 Ypiranga
  • 28 de dezembro - Rio Branco 5 x 0 Ypiranga

Ainda não existia uma estrutura clubística, sequer uma mentora para organizar o futebol. Os times existentes à época apenas promoviam amistosos, cultuando uma rivalidade saudável e unia uma frente única para derrotar aquela equipe poderosa no futebol e pela composição de seus membros influentes na vida social, administrativa e política territorial, como advogados, promotores, juízes, desembargadores, médicos, militares, delegados, escritores, altos comerciantes.

A Primeira Derrota

Em 1920, o Rio Branco continuaria a colher louros no futebol, mas conheceria no último jogo do ano o amargo sabor da derrota que tanto impunha aos rivais. Os jogos de 1920:


Formação de 1920
  • 30 de maio - Rio Branco 4 x 2 Acreano S.C.
  • 06 de junho - Rio Branco 3 x 1 Ypiranga S.C.
  • 27 de junho - Rio Branco 2 x 1 Acreano S.C.
  • 18 de julho - Rio Branco 1 x 0 Xapurienses (*)
  • 22 de agosto - Rio Branco 5 x 0 Catuaba F.C.
  • 12 de setembro — Rio Branco 3 x 0 Acreano S.C.
  • 05 de outubro — Rio Branco 2 x 0 Ypiranga S.C.
  • 12 de outubro — Rio Branco 1 x 0 Brasil E.A.
  • 14 de novembro — Rio Branco 1 x 3 Catuaba F.C.

(*) o jogo de 18 de julho, contra a seleção Xapuriense, vencido pelo Estrelão, marcou o primeiro amistoso inter-municipal ou inter-departamental.


Primeiros Títulos

O ano de 1921 marca a criação da Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET). O Rio Branco foi um de seus fundadores, juntamente com o Acreano Sport CIub e o Ypiranga Sport Club. A associação recém-criada promoveu a disputa de um torneio, a Liga Torneio Initium, no dia 9 de junho daquele ano. O Rio Branco sagrou-se campeão, vencendo o Acreano por 10x0 e o Ypiranga por 2x0.

Estádio José de Melo, lar do Estrelão

No dia 1º de agosto de 1921, teve início o primeiro campeonato oficial da LAET, disputado em dois turnos. No primeiro, o Rio Branco goleou o Acreano por 4x0 e o Ypiranga por 8x0. No segundo, novamente 4x0 no Acreano e 8x0 no Ypiranga. O time do Rio Branco que foi campeão da competição estava assim formado: Alfredo; Zé Bezerra e Olavo; Nobre, Bandeira e Joca; Fortenelle, Gaston, Mello, Jacob e Carlos.

Infelizmente, o Delegado Chiquinho pôde somente registrar quatro jogos estrelados em 1922, pelo campeonato, ainda os três clubes, mas é fácil saber que o Estrelão faturou o bicampeonato, aferindo-se pelos escores do primeiro turno, agora já minguados talvez pela retrancagem:

  • 16 de julho — Rio Branco 1 x 1 Team Militar
  • 23 de julho — Rio Branco 1 x 0 Rio Negro A.C.
  • 30 de julho — Rio Branco 1 x 0 Team Militar
  • 05 de agosto — Rio Branco 1 x 0 Team Militar.

No dia 1º de outubro, o Rio Branco disputou um amistoso para a entrega das faixas de campeão, contra um Combinado Acreano-Ypiranga. Vitória do Estrelão pelo placar de 3 a 2.

10 anos depois de sua fundação, o Rio Branco inaugurava o seu estádio próprio no dia 8 de junho de 1929, em um terreno oferecido pelo fundador e chefe de Polícia, José Francisco de Melo e a sua esposa, dona Isaura Parente. O estádio foi batizado de Stadium José de Melo, e está localizado na Avenida Ceará. É lá onde a sede do clube se encontra até os dias de hoje.

Estrela Solitária

Nas décadas de 30 e 40, o Rio Branco reinava absoluto no futebol do Acre, conquistando nada menos do que 13 títulos estaduais consecutivos, entre 1935 e 1947, sendo doze deles organizados pela LAET e o primeiro campeonato organizado pela Federação de Futebol do Estado do Acre (FFEAC) (criada em 24 de janeiro de 1947). Na anos 1950, o clube faturou mais cinco títulos estaduais.

Entre 1964 e 1970, o Rio Branco amargou um jejum de títulos, algo incomum para um clube acostumado com conquistas. A torcida teve que esperar até 1971 para comemorar outro campeonato.

A Conquista do Norte

Após a implantação do profissionalismo no futebol acreano em 1989, o Rio Branco consolidou seu domínio local.

O ano de 1997 ficou marcado como o ano mais importante do clube até o momento, com a principal conquista da história do clube: a Copa Norte. Após estrear na competição com um empate sem gols com o Ji-Paraná-RO, o Rio Branco passou por Baré-RR (1x0), Independência (1x0) e goleou o Nacional-AM (4x1), garantindo o primeiro lugar em seu grupo e, consequentemente, a vaga para a final.

Elenco campeão do Norte, em 1997

O adversário da decisão foi o Clube do Remo. No primeiro jogo, no José de Melo, um empate sem gols. Na decisão em Belém, o Rio Branco não tomou conhecimentos do time mandante e venceu o Remo em pleno Estádio Mangueirão pelo placar de 2 a 1, com gols de Palmiro e Vinícius. A conquista permitiu que o Rio Branco fosse a primeira equipe da região Norte a disputar uma competição sul-americana: a Copa Conmebol.

O dia 27/08/97 foi um marco importante para o Rio Branco e para o futebol do Norte: Era a estreia na Copa Conmebol. O jogo era na Colômbia, contra o Deportes Tolima. Em um jogo bastante equilibrado e pegado, o Rio Branco saiu da Colômbia com uma derrota por 2x1. No jogo de volta, dia 03/09/97, no Estádio José de Melo lotado, o Rio Branco partiu para cima, em busca do resultado. O time colombiano foi para o jogo pensando no regulamento, jogando todo atrás. Mas foi aí que brilhou a estrela de Gomes, que marcou o único gol da partida, levando o jogo para os pênaltis. Porém nas penalidades, o Estrelão saiu derrotado por 3x1, fechando assim a sua única participação na competição.

Também em 1997, o clube conquistaria o Campeonato Acreano, eliminaria o Goiás (venceu o primeiro jogo no José de Melo por 1x0, e no segundo jogo perdeu por 2x1 no Serra Dourada, conseguindo a classificação para a próxima fase) e venceria o Flamengo (2x1 em casa), ambos pela Copa do Brasil, e terminaria na oitava colocação na classificação geral da competição, sua melhor participação.

Queda e Reestruturação

Depois do auge, veio a queda. O Rio Branco passou por uma tremenda reformulação e não conseguiu forças para continuar crescendo no cenário nacional. O clube acumulou dívidas e não conseguia repetir os bons resultados, chegando até a desistir de participar do Campeonato Brasileiro da Série C por motivos financeiros em algumas edições. Somente a partir de 2002, o Estrelão voltou a se impor na região.

Arena da Floresta lotada em jogo do Estrelão, em 2008

Entre 2002 e 2005, o Estrelão sagrou-se tetracampeão estadual, o primeiro e único desde a profissionalização do futebol local. Em 2007, conquistou o Campeonato Acreano com uma campanha impecável, vencendo os dois turnos do campeonato de forma invicta.

Entre 2007 e 2009, o clube fez belíssimas campanhas pela série C do Campeonato Brasileiro. Em 2007, o Estrelão chegou à terceira fase da competição. Em um grupo com ABC-RN, Bahia e Fast-AM, o Rio Branco acabou perdendo a vaga para o octogonal final no número de gols marcados para o Bahia, em meio de muita polêmica. A equipe terminaria na 10ª colocação na classificação geral da competição.

Torcida do Rio Branco Football Club

Em 2008, O Rio Branco começou o ano querendo consolidar de vez o sonho do torcedor: conquistar de vez o acesso à série B do Campeonato Brasileiro, divisão que o clube não participa desde 1991. A equipe manteve boa parte do elenco e contratou alguns reforços de peso, como o goleiro Ronaldo, ex-Paysandu, e o meia Rossini, ex-Santos. Novamente o Rio Branco conquistou o Campeonato Acreano, vencendo novamente os 2 turnos do torneio. Vinha a série C.

O primeiro foco era permanecer na competição, uma vez que seria criada a 4ª divisão, a Série D. A equipe passou de forma brilhante das 2 primeiras fases, sendo líder dos 2 grupos, permanecendo na série C 2009. A primeira meta estava cumprida. Agora era pensar no Octogonal final e na série B.

Na 3ª fase, o Rio Branco teria pela frente o Paysandu, Luverdense-MT e Águia-PA. Começou perdendo para o Papão em Belém, mas se recuperou muito bem contra Águia e Luverdense, conseguindo a classificação para o octogonal final e a primeira colocação disparada do grupo. No último jogo, já classificado, o Rio Branco recebia o Paysandu, que precisava de uma vitória para se classificar. O Estrelão se impôs em casa e,apesar da pressão do adversário no final do jogo, o Estrelão mostrou porque hoje ele é considerado o Melhor do Norte, e venceu o jogo em casa por 2x1, eliminando outro grande paraense (já havia eliminado o Remo na 2ª fase) da competição. O Rio Branco estava finalmente no Octogonal final.

No Octogonal, o Rio Branco teria que se superar: Viajar mais de 53 mil km em busca da vaga para a série B. A tabela o desfavoreceu: Foi o único time do octogonal a não ter jogos seguidos em casa. As viagens longas e os pouquíssimos treinos antes das partidas fez o elenco se desgastar bastante, fazendo a equipe não conseguir manter o ritmo das fases anteriores. No Octogonal, o Rio Branco perdeu a invencibilidade em casa, desde a inauguração da Arena da Floresta; participou como vítima de um escândalo na competição, o "Caso Cai-Cai", quando no jogo Rio Branco x Duque de Caxias-RJ, o técnico da equipe fluminense mandou 2 de seus jogadores caírem em campo e simularem contusões para o jogo acabar antes dos 90 minutos. O Estrelão tinha acabado de empatar a partida e estava com 2 jogadores a mais em campo; e participou novamente como vítima no caso de dopping de 2 jogadores do Confiança-SE, durante a partida Rio Branco x Confiança na Arena da Floresta. Mesmo assim o Estrelão ainda venceu por 4x1.

Memorial do clube, inaugurado em 2009

No final, o Rio Branco terminou o octogonal na última colocação, a 2 pontos do acesso para a série B, e ficou em 3º colocado na classificação geral da competição, consolidando novamente a sua força na região Norte. O atacante Marcelo Brás foi o vice-artilheiro da série C, e os jogadores Ley e Zé Marco foram considerados os melhores lateral e volante da competição, respectivamente.

Em 2009, novamente em busca do acesso à Série B, o clube fez parcerias com o Atlético Paranaense e com a empresa inglesa fornecedora de materiais esportivos, a Umbro. A princípio parecia o que faltava ao clube: parcerias. Mas os esforços não resultaram no objetivo. O clube não conseguiu o Tricampeonato Acreano, perdendo de quebra também a vaga para a Copa do Brasil 2010. Na nova série C, porém, apesar de só conquistar pontos dentro de casa, o clube conseguiu ser o líder do grupo mais equilibrado da competição, vencendo na última partida o Águia-PA por 2x1 em um jogo dramático. Mas na fase decisiva, o Rio Branco acabou sendo eliminado pelo ASA-AL, terminando na 7ª colocação da competição. O camisa 10 Testinha acabou sendo considerado o melhor meio campo do torneio.

2010 - 2011

O Estrelão começou bem a temporada 2010, conquistando seu 26º título estadual e a vaga para a Copa do Brasil 2011. Porém não fez uma fazendo boa campanha no Campeonato Brasileiro. O clube elaborou um projeto em busca tão sonhado do acesso, contratando jogadores experientes como o goleiro Marcelo Cruz (ex-Bahia,Coritiba, Fortaleza e Nacional-POR), o zagueiro João Vitor (ex-Paraná Clube), e os atacantes Marcelo Maciel (ex-Remo, Paysandu e Guarani), Valdir Papel (ex-ABC, Fortaleza, Sport e Vasco) e Marcelo Brás, ídolo da torcida alvi-rubra, vice-artilheiro da Série C pelo clube em 2008 e que estava no futebol sul-coreano, além do retorno do treinador Tarcísio Pugluesi, que comandou o clube no Octogonal Final da Série C em 2008, e que estava no Luverdense-MT. No entanto os resultados não foram satisfatórios, fazendo com que a diretoria decidisse demitir toda a comissão técnica e mais 5 jogadores pelos péssimos resultados obtidos no primeiro turno, incluindo o veterano Valdir Papel.

O Rio Branco estava no Grupo A da Série C, junto com os times: São Raimundo-PA, Águia de Marabá-PA, Paysandu-PA e Fortaleza-CE.

O Alvirrubro terminou o primeiro turno como o lanterna do seu grupo, com 2 empates e 2 derrotas. Já no segundo turno, com nova comissão técnica, a equipe enfim se encaixou, conseguindo 2 vitórias e 2 empates, fazendo a segunda melhor campanha do segundo turno entre todos os clubes da competição. Porém a reação foi tardia, e o time acabou apenas permanecendo na Série C de 2011.

Em 2011, o Rio Branco entrará em campo para jogar 3 torneios: Copa do Brasil, Campeonato Acreano e a Série C do Brasileirão. No Estadual, a equipe conquistou o bicampeonato e o seu 41º título estadual. A primeira partida foi contra o Náuas, no dia 13 de Março, na inauguração do Estádio Arena Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde o Estrelão venceu o Cacique do Juruá por 2x1. Durante a competição, a equipe teve altos e baixos, terminando a primeira fase na terceira colocação. Classificado, o Estrelão enfrentou o arquirrival AC Juventus, segunda melhor equipe na competição e com o melhor ataque da competição. Pela primeira fase, o Rio Branco perdeu os 2 clássicos que disputou (5x3 no primeiro turno e 2x1 no segundo). Porém o time estrelado superou o rival nas duas partidas das semifinais, com um 4x2 e um 3x0, se classificando para a grande final. O adversário da final foi o Plácido de Castro, quarto colocado na primeira fase e que superou o Atlético Acreano, o então primeiro colocado. Na primeira partida, o Estrelão cedeu o empate aos 47' do segundo tempo, terminando 1x1. No segundo jogo, no dia 03 de Julho, com o gol de Juliano César, o Rio Branco venceu por 1x0 o Tigre do Abunã e conquistou o seu 41º título estadual, o oitavo em 10 anos. Cerca de 8 mil pessoas presenciaram o título do maior clube do Acre na Arena da Floresta.

Pela Copa do Brasil, o Rio Branco enfrentou o seu antigo parceiro, o Atlético-PR, na primeira fase da competição. Na primeira partida, o Estrelão se saiu vitorioso pelo placar de 2x1 na Arena da Floresta. Já no jogo de volta, o Rio Branco acabou perdendo por 3x1 na Arena da Baixada, e acabou sendo eliminado da competição, ficando em 35º na classificação geral da competição.

Na Série C, o Rio Branco está no Grupo A, ao lado de Águia de Marabá-PA, Araguaína-TO, Luverdense-MT e Paysandu-PA. Sua estréia está marcada para o dia 24 de Julho, contra o Paysandu, em Belém do Pará.

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